Departamento de Geografia - Universidade de São Paulo - 9 a 12 de novembro de 2009

Justificativas

Hoje, o número de pessoas envolvidas com pesquisa em história do pensamento geográfico e a repercussão da temática permitem uma reestruturação dos eixos temáticos vistos há dez anos, isso tendo em conta apenas uma vasta produção de monografias, dissertações ou tese, em várias instituições de ensino e pesquisa desse país, considerando-se o âmbito da geografia – ou seja, sem levar em conta produções relativas à história ou às ciências políticas, algumas das quais, certamente tangenciam o campo da ciência geográfica. Pode-se dizer que há uma procura crescente de títulos voltados para esta área, efeito não apenas da consolidação acadêmica da geografia no Brasil, fenômeno evidente, mas também do interesse cada vez maior de um conjunto expressivo de pessoas de formação acadêmica e profissional variada. Tais pessoas são aquelas que incursionam por temas comuns ou afins à história do pensamento geográfico, relacionados à história da ciência, história das idéias, história das disciplinas escolares, sociologia do conhecimento, teoria literária e certamente outras áreas.

Chega-se, assim, à história do pensamento geográfico por dois caminhos distintos: o primeiro, originário da geografia, resultante de uma inflexão na tradição de estudos teóricos já existentes na disciplina, que ganha então uma dimensão historiográfica até agora pouco explorada[1]; o segundo, partindo das áreas assinaladas, representando uma espécie de redescoberta do papel desempenhado pelas configurações geográficas em interpretações e discussões sobre a sociedade brasileira, realizada em grande parte, aliás, fora do âmbito acadêmico da geografia e mesmo anterior à sua institucionalização no Brasil.


[1] Observe-se, por exemplo, que, numa leitura sobre a historiografia em HPG, há atualmente diversos materiais didáticos para o ensino médio, nos quais se vêem itens ligados ao campo em destaque.

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